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viernes, 10 de febrero de 2012

O Capítulo Holandês do Rito Moderno Francês De Roos (Final)



VI. A opinião de Pierre Mollier, Grand Bibliotecário do Grande Oriente de França e historiador.
Pierre Mollier, que não se apresenta, escreve estas linhas surpreendentes em um artigo intitulado Grande Capítulo Geral, encontrado na Internet, mas cuja data não conheço, que deve ser antigo:
Em 1963, alguns maçons parisienses, todos eles os titulares do grau de Rosa Cruz reunidos em torno de René Guilly (que tinha recebido este grau no capítulo l'Etoile Polaire formado em 1839 no Rito Francês), desejavam reativar os altos graus do Rito Francês. O Soberano Capítulo francês Jean-Théophile Desaguliers é constituído com uma carta constitutiva e uma filiação tradicional do capítulo holandês De Roos (La Rose). Na verdade, o Grande Capítulo dos Altos Graus dos Países Baixos, criado à época da dominação francesa continuou a prática do Rito Francês desde então até nossos dias. A partir do capítulo Jean-Théophile Desaguliers, outros capítulos foram criados em França nos últimos 30 anos.
Isso reflete, surpreendentemente o mito bem conhecido, que é insustentável pelas razões expostas ao longo deste estudo.
Eu escrevi, então a Pierre Mollier uma longa carta argumentando, datada de 18 de agosto de 2011, cuja parte essencial é este parágrafo:
"Você ajudaria muito minha pesquisa, ajudando-me a identificar o capítulo francês residente na Holanda entre 1804 e 1814 que, segundo uma tradição obscura, seria susceptível de ter fornecido a carta patente aos Holandeses do De Roos. Se jamais existiu, este capítulo deveria estar registrado no GCG do GODF. Caso contrário, ele seria imaginário.”

Em 26 de Agosto de 2011, voltando de férias, Pierre Mollier telefonou-me, e eu tive uma conversa surpreendentemente com ele, muito esclarecedora e instrutiva. Em essência:
Pierre Mollier supunha que René Guilly sem dúvida conhecia Henri van Praag através de contatos trocados a respeito da LUFM e da CLIPSAS, que nunca houve um capítulo De Roos na Holanda, que de toda forma um capítulo devia trazer, sob o Império, o nome de uma Loja Azul que o prolongava, que em 1963 ninguém na França sabia mais nada relativo ao Rito Francês; que Guilly se contentou, sem dúvida com uma vaga declaração de van Praag de que devia ter feito alusão à sua antiga participação em um capítulo De Roos nas Índias Holandesas, abusivamente apresentado com sendo do Rito Francês, que a Holanda nunca, em todo caso, praticou o Rito Francês e nem jamais solicitou a carta patente para fazê-lo. (ele soube disso de Jan Snoek de quem ele publicou uma entrevista em Renaissance Traditionnelle), que todo este negócio do De Roos é uma fábula (sic), que Guilly provavelmente não quis ver ali muito claro dentro de um ambiente poético e romântico, ele me pediu que lhe enviasse uma copia de meu estudo.

Pierre Mollier acrescentou que o GODF não se preocupa com este caso e considerar o caso De Roos como uma fábula. Que a única verdadeira filiação de Guilly é aquela que ele obteve do l'Etoile Polaire, que fez dele um Rosa Cruz do Rito Francês muito mais crível, e que todo o resto da evolução do Rito Francês deriva de um único capítulo Jean Théophile Desaguliers.
Ele acrescenta ainda que a filiação das cartas constitutivas do Brasil não se parece com coisa alguma (o que René Guilly já havia me escrito nestes termos[1] : "Nós denunciamos, como elas merecem, aventuras cômicas que consistem em ir buscar uma filiação do Rito Francês no Brasil... (como vem de fazer dela uma maçonaria, digamos, regular)”.

Acontece com todo historiador, de tempos em tempos, não poder suficientemente controlar suas fontes, e retomar por sua própria conta teorias vindas sabe-se lá de onde, mas que se supõe reflita "o que todo mundo sabe." Cabe aos verdadeiros historiadores reconhecer os erros que eles podem ter cometido, rever seus julgamentos, e dá-los a conhecer honestamente. É isso que fez Pierre Mollier.

Está claro que compreensão de Pierre Mollier destes eventos é hoje lúcida e fundamentada, exceto em suas conclusões finais, que eu não posso compartilhar.
 VII. Conclusão: a verdadeira transmissão das Ordens de Sabedoria do Rito Moderno Francês.
A entrevista de Pierre Mollier sobre o Ir.´. Dr. Jan Snoek teve lugar em Londres, em paralelo ao 11 o Colóquio do Canonbury Masonic Research Center em 4 e 5 de novembro de 2000. Ela foi publicada na edição 125 de janeiro de 2001 da revista Renaissance Traditionnelle.
O Professor Snoek é altamente qualificado para falar sobre este problema em particular. Ele não só é Past Master da Loja de Pesquisas e Estudos Ars Macionica, da Grande Loja Regular da Bélgica, mas também é Mui sábio e Mestre Perfeito do capítulo de rito holandês De Delta em Leiden, Holanda.
Eu resumo os pontos de vista essenciais expressos por ele que se relacionam diretamente ao nosso assunto, e esclarecem as circunstâncias altamente improváveis nas quais um capítulo francês teria sido fundado por franceses na Holanda ocupada !
Durante os primeiros anos do Escocismo na Holanda, os altos graus são praticados pelas lojas simbólicas. Não há, neste momento, oficinas específicas de altos graus.
Em 1795, as tropas da República Francesa invadiram os Países Baixos. Elas permanecerão ali por 18 anos. A prioridade dos irmãos holandeses é resistir à influência do Grande Oriente de França sobre as lojas locais. Eles desenvolvem reforma interna para elaborar um sistema de altos graus um pouco semelhante ao do Grande Oriente da França.
Em 1803 vota-se uma estrutura: a Ordem dos Altos Graus, incluindo : o Eleito, o Escocês, o Cavaleiro do Oriente e o Rosa Cruz. Os rituais não são o mesmo que os do GODF, e são tão diferentes, que não se trata, absolutamente, do mesmo grau.
O caráter cristão do Rosa Cruz apresentou problemas sérios; foi decidido não o conferir, a não ser por comunicação.
A Ordem dos Alto Graus holandesa tinha, portanto, um sistema equivalente ao do GODF, mas totalmente independente e com rituais totalmente diferentes !
Em 1812, o Grande Oriente editou uma circular determinando que todas as lojas holandesas passariam a pertencer ao GODF. A Grande Loja dos Países Baixos escreveu ao GODF informando-o que a circular era nula e sem efeito ! Poucos meses depois, os franceses evacuariam os Países Baixos...
Ao longo de todo o século XIX, a maçonaria dos Países Baixos se organiza em torno do binômio Grande Oriente dos Países Baixos / Ordem dos Altos Graus, e nada mais.
Em 1854, eles decidem trabalhar apenas no grau de Rosa Cruz e não conferir os graus intermediários a não ser por comunicação.
O Príncipe Frederick dos Países Baixos foi Grão-Mestre por 65 anos. Ele teria desejado que houvesse um Rito Holandês, como existia um Rito Sueco, um Rito Escocês e um Rito Francês.

Conclusão final: não existe e nunca existiu um Rito francês na Holanda nem sob o Império, nem antes, nem depois. Por conseguinte, não poderia existir qualquer afiliação com a França do Rito Francês através deste canal, que não existe.

A filiação através de um capítulo fóssil holandês não é mais defensável. Vejamos em resumo os fatos que tornam essa lenda dourada definitivamente implausível:
Rito Moderno Francês nunca foi praticado pelos irmãos holandeses;
A estrutura formal dos Altos Graus neste país foi fundada por imitação do Regime  Francês, por analogia;
O Grande Oriente da França nunca foi capaz de impor sua autoridade;
O capítulo de efêmera duração De Roos, nas Índias Orientais Holandesas, jamais teve sua vida constituída              pela jurisdição legítima dos Altos Graus do Rito holandês
O capítulo De Roos foi finalmente constituído na Holanda após seu desaparecimento efetivo   depois  da guerra 1939-1945, é um capítulo póstumo.
 Este capítulo foi "despertado" por seu "fundador" Hendrik van Praag (as palavras colocadas  entre aspas são de René Guilly) em Haia, em 1956, sem carta constitutiva de qualquer  jurisdição do Rito Moderno Francês;

Hoje é evidente que estes fatos são comprovados e que este capítulo "selvagem" muito  contestável não constitui de forma alguma o vetor de transmissão legítima e crível dos valores universais do Rito Moderno Francês.
Houve apenas um caso isolado no mundo, onde o Rito Moderno Francês sobreviveu continuamente desde o início do século XIX: é o Brasil.
A afiliação formal via Portugal e Brasil, e comprovada por documentos irrefutáveis, é também ela uma bela história romântica, mas que tem o mérito exclusivo de ser autêntica e não afetada por obscuridades e improbabilidades. Porque os documentos que atestam essa filiação sem interrupção desde 1822, e da pureza desta transmissão fiel, estão disponíveis. Eles constituem e permitem uma visão mais ampla da transmissão internacional de um rito universal, que contrariam a princípio os partidários sensíveis de certo eurocentrismo.
Aqui esta como se passaram as coisas cronológicamente.

VIII. A prodigiosa sobrevivência das Ordens de Sabedoria francesas em Portugal e no Brasil
Este texto é um trecho da apresentação em PowerPoint feita em 12 de junho de 2011 pelo Soberano Grande Inspetor Geral do Supremo Conselho do Rito Moderno com sede no Brasil o Ir.´. Jose Maria Bonachi Batalla, por ocasião do Congresso de Barcelona.
Em 1793, as lojas trabalhavam em Portugal, sob uma influência muito forte das lojas de Paris.
Elas existiam no Porto e em Coimbra, das quais faziam parte estudantes das províncias ultramarinas, incluindo o Brasil.
Em 1797 foi fundada a primeira loja brasileira. A fragata francesa, ancorada na baía da Bahia, fundou a loja Os Cavaleiros da Luz, em Salvador da Bahia.
Em 1801, a primeira Loja regular do Brasil foi A Reunião, fundada no Rio de Janeiro. Em seguida, a loja Ile de France no Oceano Índico, sob a égide do Grande Oriente das Ilhas Maurício, que promovia os ideais políticos e sociais.
Em 1802 é criado o Grande Oriente de Portugal, com o seu primeiro Grão-Mestre.
Em 1804 o Grande Oriente de França outorga ao Grande Oriente Lusitano uma carta constitutiva para a fundação de um Grande Capítulo Geral do Rito Francês (ou Moderno).
Em 30 de Novembro de 1807, o general francês Junot, um membro do exército de Napoleão Bonaparte invade Portugal, entra em Lisboa e suprime a Regência.
Em 1815, fundação loja no Brasil da loja Comércio e Artes sob a égide do Grande Oriente de Portugal. Ela trabalha no Rito Moderno, segundo a Constituição de 1806 desta obediência.
Em junho de 1822, a loja Comércio e Artes cria duas lojas: União e Tranquilidade e Esperança de Niterói. Elas trabalham no Rito Moderno.
Essas três lojas metropolitanas fundam, em seguida, o Grande Oriente do Brasil (GOB) e continuam a trabalhar no Rito Moderno.
 A partir de 12 de julho de 1822, o Grande Oriente do Brasil, em sua quinta sessão, refere-se a um sistema de 7 graus e realiza a elevação de vários irmãos ao grau 4, ou seja, 1a Ordem do Eleito Secreto dos graus filosóficos do Rito Moderno.

Este Rito Moderno era o rito oficial do Grande Oriente da França, de Portugal e do Brasil.
Em 23 de julho de 1822, o Grande Oriente do Brasil, em sua sétima sessão, mais uma vez concede o grau de Eleito Secreto, 1o da Ordem do Rito Moderno, a vários irmãos.
Na mesma sessão é conferido o grau 7, Cavaleiro Rosa Cruz, Quarta Ordem de Rito Moderno, ao Grão-Mestre José Bonifácio de Andrada e Silva.
 Em 1822, a independência do Brasil está intimamente ligada à fundação do Grande Oriente do Brasil.

Nesse mesmo ano, o Príncipe Regente D. Pedro I é iniciado na loja Comércio e Artes, em 2 de agosto de 1822. Ele adota o nome de Guatimozim, o último imperador asteca, que morreu em 1522.  
Em setembro de 1822, D. Pedro I proclama a independência do Brasil. Ele se torna Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.

D. Pedro I, torna-se assim Rosa Cruz, Grau 7, Quarta Ordem dos graus filosóficos do Rito Moderno. Este rito manteve-se como oficial do GOB para todos os trabalhos de outros corpos ou poderes maçônicos: legislativo, executivo e judiciário.
Em resumo:
A transmissão histórica e legítima do Rito Moderno ao Grande Oriente do Brasil
O Grande Oriente do Brasil nasceu em 1822 no Rito Moderno. Ele foi constituído pela loja "Commercio e Artes" que fora constituída, ela mesma pelo Grande Oriente Lusitano, mais conhecido 1815-1822 como "Grande Oriente de Portugal, Brasil e Algarves", esta última tendo sido constituída em 1804 através de carta constitutiva do Grand Orient de France (anexo).
Entre 1822 e 1832, o Grande Oriente do Brasil foi reconhecido, entre outros, pelo Grande Oriente da França e pela Grande Loja Unida da Inglaterra.
A carta constitutiva que possuía, portanto, do Grande Oriente Lusitano tinha sido transmitida ao Brasil à loja "Commercio e Arte" que foi, ela mesma, transmitida em seguida por cissiparidade às outras lojas, futuras fundadoras da obediência.
Altos Graus: a ata da reunião do Grande Oriente do Brasil de 12 julho de 1822 confirma expressamente a adoção, pela obediência da Maçonaria de sete graus, que figura já na ata de 15 de maio de 1822 da loja "Commercio e Artes” que pratica os altos Graus em seu capítulo associado, segundo o costume geral da época (Capítulo 3, Seção 1 e Capítulo 13, Seções 1 e 2 da Constituição de 1806 o Grande Oriente Lusitano).
Os poderes, concedidos por cartas constitutivas pelo Grande Oriente de Portugal, Brasil e Algarves, portanto, pertenciam por filiação à obediência do Grande Oriente do Brasil, que foi criada pela fissão da anterior, o que envolveu a transferência de todos os seus deveres e seus direitos legítimos, incluindo os tradicionais e inalienáveis de concedê-los, por sua vez.
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O GOB pratica atualmente seis ritos oficiais:
O rito adonhiramita
O rito Brasileiro
O rito Escocês Antigo e Aceito
O rito Moderno
O rito Schröder
O rito de York
O Rito Moderno se estrutura como segue:
- até 1999, 7 graus dos quais 3 simbólicos e 4 filosóficos.
- os graus 4 a 7 (Ordens I a IV): o Eleito, Eleito Escocês, Cavaleiro do Oriente e da Espada, Cavaleiro Rosa Cruz, reunidos nos capítulos regionais.
- Desde 1999, foram ativados os graus 8 e 9 da Ordem V, a saber:
o grau 8, Cavaleiro da Águia Branca, Inspetor do Rito;
O grau 9, Cavaleiro da Sabedoria, Grande Inspetor do Rito.
O grau 8, da quinta ordem é praticado em um Grande Conselho Kadosh filosófico.
O grau 9 da quinta ordem é praticado no seio do Supremo Conselho do Rito Moderno, jurisdição nacional dirigindo todos os graus filosóficos.
Correspondência dos Graus e dos graus.
Grau 9                                                grau 33 do REAA
Grau 8                                                            grau 30 do REAA
Grau 7 - Rosa Cruz                             grau 18 do REAA
Grau 6 - Cavaleiro do Oriente           grau 15 do REAA
Grau 5 - Eleito Escocês                      grau 14 do REAA
Grau 4 - Eleito Secreto                      grau 9 do REAA
Em 1972, o Grande Oriente do Brasil ratificou o tratado de aliança e amizade com o Conselho Supremo do Rito Moderno para o Brasil por ocasião dos 150 anos do Supremo Conselho do Rito Moderno.
Em 1992 foi comemorado o 150 o aniversário da fundação do Supremo Conselho do Rito Moderno para o Brasil.
Em 1999, é de suas mãos que o Grande Capítulo Francês recebeu as patentes para as Ordens I, II, III e IV do Rito Francês.
Tudo isso remonta, em última análise ao Grande Capítulo Geral do Grande Oriente de França, nascido em Paris em 1784, que ninguém no mundo contesta. Mas o Supremo Conselho do Rito Moderno do Brasil manteve-se o único chefe de ordem do Rito Moderno que tinha uma atividade ininterrupta na maçonaria universal, do Rito Moderno através dos séculos XIX e XX, permitindo-lhe denominar-se o Supremo Conselho do Rito Moderno ou Francês.
Jean van Win, Quinta Ordem, Grau 9
Membro do Supremo Conselho do Rito Moderno - Brasil
Membro da Academia Internacional da Quinta Ordem - UMURM
Agosto de 2011, Vale de Bruxelas


Bibliografia
Arquivos da Grande Loge des Pays Bas Onderdenwijngaard, CMC, Den Haag,     Nederland
Cultureel Maçonniek Centrum ‘Prins Frederik’, Jan Evertstraat 9,Postbus 11525, 2502 AM       Den Haag, Nederland.
De Ritualen van de Historische Graden, Dr P.J. van Loo, 1973,      Opperbestuur der Hoge         Graden.
Drs Birza, Grand Chancelier du Grand Chapitre régulier des Hauts Grades des Pays Bas, lettre du 2 juillet 1989.
Folheto Din A4, sem data, editado pelo Opperbestuur van de Orde der Vrijmetselaren onder het         Hoofdkapittel der Hoge Graden in   Nederland.
Geschiedenis van het Hoofdkapittel der Hoge Graden in Nederland,Dr P.J. van Loo,  1953, page 117.
Hommage à René Guilly, Alain Bernheim in Masonic Papers, Pietre        Stones Review of        Freemasonry.
Inleiding tot de Geschiedenis van het ritual van de Graad van Soeverein Prins van het   Rozekruis, 1983, Dr P.J. van Loo, Opperbestuur der Hoge Graden.
La Chaîne d’Union, n° 37, juillet 2006, page 79.
Carta do MRGM Jacques Martin ao autor em 5 de Fevereiro de 1989.
Carta de René Guilly ao autor em 26 de outubro de 1991.
Renaissance Traditionnelle n°125 de janvier 2001 : entrevista do Pr Dr    Jan Snoek por Pierre Mollier.
Rituaal van de Graad van Soeverein Prins van het R+, 1937, 1992, Orde der  vrijmetselaren onder het Hoofdkapittel der Hoge Graden in Nederland.
Roger Dachez : 14 e-mails.
Anexo :
Carta Patente do Grande Oriente de França, confirmando, em 6004, a carta constitutiva dada em 1804 ao Grande Oriente Lusitano.
******** *
[1] Carta autografa de René Guilly a Jean van Win, 26 de Outubro de 1991.


Autor: 
Jean van Win  Vº Orden de las Ordenes de Sabiduría 
Muy Sabio del Capitulo Prince de Ligne (Bélgica) 
Miembro de la Academia Internacional del Vº Orden del Rito Moderno/UMRM

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